Arquivo da categoria ‘Feminilidade’

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Crescer e amadurecer

“Olá grandes companheiros!
Que lindo e gostoso nosso ultimo encontro, né?!
Ri! Foi muito especial mesmo o trabalho de sábado e mexeu com várias coisas em relação a essa energia sexual mesmo pra mim.

Continuo mexendo no volume pra aliar minha expansão, doçura e disponibilidade, com firmeza, totalidade e sem a sedução.

Disse que ia escrever, e mais do que por comprometimento com vocês foi uma grande vontade mesmo.
Essa semana não tem sido fácil. . . corpo doído, garganta inflamada, alergias em vários cantos, muito trabalho e pouca compreensão alheia.

Eu já (de uns tempos pra cá) sacava como existia a necessidade da minha mãe de manter a princesinha no castelo. De mostrar com que eu precise dela e de usar chantagem emocional sempre que algo a contraria. Sacava de uma forma mais sutil, mais geral. . . mas putz! Como isso está em evidência agora. Tivemos uma briga horrivel, basicamente por eu estar aqui, tocando minha vida, dando conta de mim mesmo (ou fazendo o melhor que posso no momento para isso), e eu não sustento brigar com a minha mãe.
Me sinto fraca, sem apoio, desnutrida e descuidada. Não sei cuidar de mim.

Me vem a vontade de desistir de tudo. Porque ter que trabalhar e pagar minhas contas sozinha? Arrumar a casa, cuidar do carro e tudo que abrange a vida adulta? Quão mais confotável estaria eu na minha cidade. . . na minha casa linda, com mocinhas que trabalham lá o dia todo limpando, cozinhando. Com o tanque cheio, emprego onde não trabalho tanto . . .
Por outro lado, essas alturas, seria confortávelmente insuportavel né?!

Vontade mesmo é de não fazer nenhum papel que a vida nos exige. Não ser Alana, filha, nem namorada. Não ser Leena terapeuta, atriz, irmã, amigona ou qualquer outra coisa. Só me sentir total com a natureza mesmo.
Tomar um banho de cachoeira pelada e ficar horas ali, sozinha.

Uu. . . que gostoso escrever aqui. Por mais que nem leiam, ou tenha resposta, foi uma forma boa de desabafar.

No mais, volto aqui brevemente.
Enquanto isso vou chamando força mesmo!
Um beijo gostoso no coração de cada um.

Sagar Leena”

Leena é terapeuta da Companhia do Ser e participa dos encontros mensais do Laboratório de Formatividade Tântrica Avançado. Cada dia mais linda, cada dia mais Leena.

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Aqui e agora, por Vismaya

“Oi seres lindos!!!

Como estão todos? E esse último laboratório, como foi?

Cheguei agora pouco em casa, depois de passar 15 dias intensos, respirando muito, sem contato com esse “meu mundinho”, descobrindo outros “mundinhos” dentro de mim… chego renascida e com mta sede de realmente estar no mundo…

Aprendi mta mta mta coisa, realmente esse curso veio no momento certo pra mim (Saa e Dhy, sou mto grata a vcs por tudo e por mais essa! )… Uma das coisas mais mágicas que eu aprendi no curso de Renascimento foi ver como minha mente (meu ego) é filha da puta comigo mesma… rsrsrs…

Nunca a frase batida “A gente é q complica a vida” se fez tão clara pra mim, como faz agora… Isso me torna assustadoramente responsável pela minha própria vida, pelas minhas próprias escolhas…

Estou com um compromisso comigo mesma… ser total no aqui e agora… não deixar que minha mente fique vagando pelo passado nem pelo futuro, julgando, reprimindo ou invalidando meu verdadeiro ser…

Pensei muito em como meu lado sombra se colocava em muitas situações, dentro do grupo mesmo, e em como eu posso fazer diferente a partir de agora…

Peço a ajuda de vocês… não deixem que a Gabi com cara de simpatiquinha, boazinha, mas q na verdade está totalmente ausente, conversem com vc… Exijam a minha totalidade, que é o que vocês realmente merecem, o melhor de mim… Claro, que eu também estarei sempre me esforçando pra que isso precise de cada vez de menos ajuda pra que aconteça…

Vi um filme lá muito legal, quem ainda não viu e quiser ver, vale a pena..chama-se “O poder além da vida”… Estava lembrando dele quando me deu vontade de escrever esse e-mail agora…

Ahh… tenho muitas coisas pra compartilhar… a medida que me forem vindo na memória vou escrevendo pra vocês… Obrigada por ter esse espaço aqui!

“A dor e a felicidade são somento condições do ego. Esqueça o ego” (Lao Tsu)

Um beijão a todos,

Gabi Vismaya”

Vismaya é terapeuta da Companhia do Ser e participa dos encontros mensais do Laboratório de Formatividade Tântrica Avançado. Seu constante empenho em crescer contribui para o desabrochar de todos do grupo.

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Um pouco sobre o trabalho do terapeuta tântrico

Um terapeuta sexual ajuda homens e mulheres a concentrarem seus sentidos no contato, na excitação, na respiração, trazendo consciência corporal fisiológica, conectando as sensações às experiências. Dessa forma, proporciona-se a capacidade de distinção entre a excitação, o orgasmo e a ejaculação.
É muito comum parceiros reclamarem da rotina em que suas relações sexuais acabam tendendo com o passar do tempo. Isso ocorre, porque muitas vezes a excitação e o prazer sexual estão relacionados a idéias e a fantasias, desconectados das sensações corporais. A sensação do prazer é mais mental que corporal. Assim, a novidade, o desconhecido, o proibido, são os condicionantes eróticos do prazer. E quando não há mais o novo, o prazer também se vai.

Tantric buddha

O terapeuta tântrico atua justamente no resgate e no aprendizado da conexão do prazer com os sentidos, direcionando você para o seu corpo. Aprender a respirar, sentir, suspirar, gemer e conhecer o próprio corpo são as ferramentas adquiridas neste trabalho, tornando o sexo mais real, mais verdadeiro e menos fantasioso.
Venha conhecer nossa equipe de terapeutas, na Cia do Ser ou Tantra Escola.

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Nossa reforma: mudanças, família

“Ai, ai, minha gente… hoje estou derretida. E essa chuvinha boa…

Acordei com aquela música na cabeça…
” o rio está fluindo,
fluindo e crescendo…
o rio está fluindo,
de volta pro mar…”

Oi, Din. Ontem te procurei, procurei…
Achei que estava muito quietinha, perguntei de você prá Paulinha na segunda, ontem prá Bruna, mas ninguém tinha notícias.
Pressenti que estava triste. Essa história de se ligar com as pessoas, nem sei como, mas acabo ficando perto mesmo que longe.

Sua mensagem e sua massagem bateram forte em mim.
Com essa mudança de casa fiquei pensando no que deveria deixar, no que deveria levar. Ótima fase para balanço. Senti muito a necessidade de limpar as teias antigas, caminhar mais leve. Está tão pesado carregar toda essa velharia… cascas, medos, apegos, dores, certezas e incertezas… afe! Que tralha é essa! No domingo, durante o curso, percebi minha barriga como uma caixinha que guarda dores agudas, antigas, viscerais e estranhas porque não são sentidas todos os dias. Estão lá bem escondidas e só pude ter contato com elas com o toque profundo da massagem. Ontem mesmo, uma dor tão forte na barriga que não consegui ir para o trabalho de manhã. Acho que estava com a expecativa de receber a compreensão e o apoio da família para esse novo momento mas novamente vou ter que caminhar sem contar com isso.

Então, melhor mesmo deixar o que já não me serve e levar disposição para construir o novo. Porque acredito que estamos erguendo novas possibilidades com todo esse compartilhar… Não teias para se enroscar, mas laços de carinho, de afeto, de amizade e confiança. Vínculos com responsabilidades. Um sonho que prá mim já foi plantado tempos atrás.
Sempre gosto muito de ler o que você escreve e fico feliz em saber que vai estar na casa juntinho com a gente!

Tenho aprendido muito contigo. Como você lida com sua feminilidade, com suas tristezas… E lembro dos seus olhos que são como um sorriso!… Com certeza é uma refêrencia importante para mim.
Esse fundinho de poço que você descreve é velho conhecido meu. Desde que comecei o trabalho com o Saa, no finalzinho de dezembro, não visitei mais esse lugar. Mas muitas vezes acho que ele está me
espreitando, a espera de um vacilo meu para poder me tragar. Agora mesmo estou dividida entre um sentimento muito forte de vontade de renovar, de construir, feliz com a mudança e um puta medo do desconhecido, junto com um aperto muito grande no coração com a reação negativa da minha família. Mas ainda assim não estou a caminho do poço e penso que é porque estou sentindo uma esperança e uma confiança muito grande, principalmente em mim mesma, de um jeito que nunca havia sentido antes. Capacidade de sustentar que está sendo aprendida junto com vocês.

Meus olhos agora estão chovendo de tamanha gratidão… por esse trabalho do Saananda… pela confiança… por todas essas mudanças… pelo convívio com esse grupo maravilhoso… pelo carinho de todos vocês.

Percebo meu peito se abrindo, meus braços querendo crescer, esticar, com vontade de abraçar todos de uma só vez e sentir aquele calorzinho, aquele aconchego gostoso…

beijos de muita, muita ternura,
Carla

Do Laboratório de Formatividade Tântrica da Companhia do Ser .

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Re: deixar…, jururu

“olá, minhas belas fadas do campo dourado mada, veet, paula, lila, carlinha, lily e etc…
vendo vocês escrevem fico com um nózinho na garganta, sentindo as angústias de vocês… não tenho muito o que dizer… tá tudo muito profundo, muito sincero… As coisas estão se configurando, se ajeitando. Já que a Paula falou de cimento, acho que uma grande reforma está acontecento… E quem nunca se estressou com uma reforma? quem já planejou uma reforma pra 1 mes e o prazo foi cumprido?
vivemos em reformas constantes, que se desenvolvem num tempo muito mais lento do que nossas mentes, bolsos e disponibilidades desejam… Acho que por isso as vezes se tornam massantes… Mas o resultado… Ahhh o resultado é belo. Digo porque convivo com vocês e já prensenciei tantos saltos e admiro individualmente a beleza e força de cada uma… Da vontade e de saber serem mulheres…
To aqui meninas com meu colinho disponível pra todas vocês
bjos saudosos e aconchegantes
rajiva”

Lalit Rajiva, membro da equipe de Tantra e terapeuta da Companhia do Ser. Uma espécie de musa do grupo, não apenas pela beleza que se vê, mas pela que se sente tb.

Vai chegar o dia em que os computadores possam transmitir matéria

Se fosse agora

Vc seria banhada pelas minhas lágrimas

De gratidão

De alegria

De empatia com tua solitude

Bjs molhados

De lágrimas suaves

Saananda.


PS: Mas lembrem-se, que depois de montar o quebra-cabeça, a gente desmancha…
É quase seguro, que nunca mais monta de novo!!!
Hehe
O barato, não é o quebra-cabeça, é o desafio.

“Cheguei num ponto do meu caminho em que sinto como se estivesse montando um quebra-cabeça de 5.000 peças.

Não sei se alguém já fez isso. Quem já fez vai saber do que estou falando. Você monta primeiro a moldura, depois de ter passado um tempão só pra achar as peças que tem um lado reto no meio de 5.000. Só pra montar a moldura vc demoooora, e vai aos pouquinhos. Pronto. Moldura terminada. E agora? Um bolo indiscriminado de peças, e você primeiro separa, por tonalidades de cores…

Por motivos, estampas,… é galho, é telhado ou é céu?

Ai meu deus, quantas peças azul-céu, IDÊNTICAS, CARALHO, eu nunca vou conseguir montar isso!

E aos pouquinhos, vc vai fazendo, separando, pára pra tomar um suco, vai trabalhar, volta do trabalho e continua montando…

(e estoy ouvindo “Siempre me Quedará” sem parar, que perfeição essa letra, neste momento!)

“Cómo decir que me parte en mil
las esquinitas de mis huesos,”

Hoje comecei a ler as mensagens do grupo em atraso (não abro o email desde o encontro do avançado).

Quanta coisa, quanta coisa linda, me perco em tanto conteúdo… Me vejo me separando, não fazendo parte (depois explico mais isso). Depois de tantos e tantos grupos, percebo um novo desdobramento do meu processo, ou uma nova dobra surgindo?, formativamente falando.

Uma coisa espantosa está acontecendo.

Todos os meus mecanismos estão DISPARADOS. Todas as luzes de alerta piscando, os alarmes soando… É como se um cenário gigantesco já tivesse desmoronado, e sobrou um velhinho frágil e patético, que estava por trás de tudo isso, tentando apagar os incêndios… “Nãããão, meu reinoooo!!!” Um magico de Oz senil e patético.

“que han caído los esquemas de mi vida
ahora que todo era perfecto.”

Meus mecanismos, ah… Me vejo repetindo quase à perfeição os esquemas que montei pra sobreviver em minha família, com o grupo!

Nenhuma história de horror. Apenas uma história de omissões, e de não-fazeres.

Uma história de como sempre fui amada e incompreendida ao mesmo tempo, a caçula engraçadinha que divertia a todos os 6 irmãos bem mais velhos, pai e mãe, com sua inteligência e graciosidade… “Como criar essa criatura? Será que tem que por numa escola diferente? Que que a gente faz?” E foi do jeito que deu, nas coxas – sim, o melhor que puderam dar de si.

Até eu crescer. Não, minha puberdade não foi aceita. De repente, todo mundo sumiu! Todos os meus “cuidadores” (irmãos) caíram fora de minha criação (ocupados demais virando adultos), meu pai teve que se mudar pra Curitiba e não testemunhou meus 10 aos 15 anos. Minha mãe, presente em corpo, e completamente ausente…! Perdida em suas depressões e seus próprios fantasmas. “Não consigo discutir com a Carla, ela sempre me dobra com argumentos!” Ela desistiu, e me deixou estar. Let it be.

Mas, ah, como eu era amada! O Amor, uma entidade intocável, sempre presente. “No creo em brujas, pero que las hay, las hay.”, algo assim. Meu irmão que mais me maltratava fazia isso porque ele me amava mais que tudo na vida! Nunca faltou carinho! Não tem do que reclamar, então, certo? Toca a tua vida sozinha, com essa idéia de amor esquizofrênico que ama e pronto. E cada um por si.

E como isso tudo se junta ao nosso grupo, na nossa família?

Eu nunca falei pra minha família que precisava deles. Não pude precisar. Cresci, realmente achando que me tornei forte e indepentente (leia-se: “que não sente dor nem porra nenhuma” e “não precisa de vocês mesmo, seus omissos de merda!”)

Me vejo, agora, com tudo disparado, observando o velhinho tentando recriar o circo, reerguendo estruturas que não páram mais em pé. O “mulherão” controlador virou um velhinho de 1,56m, um controlador patético.

Me vejo, no momento em que mais preciso de vocês, à beira de gritar “vão à merda seus idiotas! Eu não preciso de vocês!”

Quero dar as costas por achar que vou ser ignorada, rejeitada e não-reconhecida, como minha família fez comigo. Quero foder antes que eu me foda.

Me observo sentindo tudo isso…

… separando, cor por cor, árvore com árvore, céu com céu. Triste, frágil e incomodada com tantos alarmes soando, mas SERENA como NUNCA.

“El tiempo todo calma,
la tempestad y la calma,
el tiempo todo calma,
la tempestad y la calma.”

E uma chuva deliciosa lava a minha alma. Me sinto desmanchando, derretendo, dissolvendo. Sinto frio, mas me sinto mais abençoada que nunca. Vejo um córregozinho se formando, que logo vai criar volume e gerar uma correnteza que vai levar algumas coisas embora, e fecundar outras.

É a energia do grupo! Essa membrana que nos une! É o cuidado do Parmesh e a energia sempre presente do Saananda. Um oceano de energias curadoras que já nos envolve, e pra onde que que meu rio corra.

“de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.
de este cuerpecito mío
que se ha convertío en río.”

Percebo agora como precisei de minha família. Meus irmãos, meus pais. Nunca tinha conseguido perceber que tudo o que eu queria era ter sido amada, acompanhada, compreendida, aceita. Só agora!

O meu impulso de me separar, minha sensação de que eu não serei aceita, de que não estou agradando, de não querer dar trabalho, meu medo de ser excluída por não ser compreendida… São todas formas de ser amada que eu aprendi! (e seus derivados!) Fico tentando encaixar o grupo, essa família, na forma de amar e ser amada que aprendi com minha família!

Então, não. Vou fazer diferente.

Preciso SIM de vocês. Preciso do amor de vocês. Quando digo “o grupo”, ou “vocês”, quero dizer, exatamente: cada um de vocês com cada umas de suas caracetrísticas. Não é o grupo como uma instituição, mas como várias pessoas, juntas.

É com vocês que quero crescer, experimentar, aprender e ensinar.

Ainda estou aprendendo como amar e ser amada desde um outro lugar, diferente da incompreensão e do distanciamento. Não sei ainda como é. Só sei que é um lugar bem mais feminino, molinho e molhado, hehehe…

Junto com esses mecanismos disparados vêm muitos sentimentos. Me vem tristeza, raiva, doçura, saco-cheio, cansaço, calor, tesão, preguiça. Mergulho nelas e fico presente nelas, aí elas passam, e eu fico. Estou aqui. Quero aprender a ser aceita assim. Dos outros jeitos eu já sei. Sei que estou meio feia, meio sem brilho no olho. Meio purulenta, meio séria. Tô bem estranha. Mas estou aqui, e sei que serei muito mais, muito em breve.

É um momento muito AQUI, COMIGO. Quero dizer egoísta, mas essa palavra tem várias interpretações.

É AQUI, COMIGO. Essa Veet Prem, um EU que me observa, me dando a mão SEM LARGAR. O Parmesh, me dando a mão SEM LARGAR (obrigada, meu lindo).

Como se meu corpo fosse o de um bebezinho que colocassem na água corrente de um riacho, segurando pelos bracinhos, ele fecha os olhinhos, e tampa a boca meio desajeitado e totalmente presente, sente a água, é forte, é frio, brrr!!!, parece que vai se perder, vou me perder, AI, VOU ME PERDER…..!!! …

… E de repente os pais puxam os bracinhos e tiram da água. “Ta tudo bem, querida, estamos aqui.”

É assim que estou comigo.

“Siempre me quedará
la voz suave del mar,
volver a respirar la lluvia que caerá
sobre este cuerpo y mojará
la flor que crece en mi…

…y volver a reír”

Que relatos lindos, Libania, Mada, Cintia, Alex, Lily, Ana Helena, Dinmani, Paula-repolho, Rajiva, e outros tantos… Saudades Glaucia, bom que já vou te ver! Quero comentar, e contribuir, mas não vem nada. Estou AQUI COMIGO, leio vocês e vejo vocês e SORVO vocês (como uma ostra com limão!), e sorrio um sorriso muito grande lá dentro, mas não consigo sair, ir pra fora. Ou melhor, não QUERO sair dessa minha placenta. Essa gestação de que falei no avançado, parece que absorve todos os meus nutrientes e energias, eu como muito e não engordo, todos falam que eu emagreci!

Sei que é muita metáfora, queria me fazer entender com elaborações mais “corticais”… mas estou nesse lugar agora. É assim, e tento passar um pouco pra vocês. Desculpem o texto tão longo e obrigada aos que sobreviveram até o final! :o )

Ana Helena, querida, você é MUITO bem vinda. Lembra que eu te falei que é um tempo lento, um processo biológico…? por enquanto você é ostra, tudo bem.

Um grande abraço a todos vocês, inclusive os que não aparecem faz tempo.

Veet Prem – (e a Carla acena e manda lembranças a todos)”

Esta declaração de amor foi enviada por Veet Prem (da equipe avançada de Tantra e da equipe de terapeutas da Companhia do Ser , dotada de um dom excepcional de emocionar a gente).

Música: Siempre me Quedará - Bebe

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FEMINILITUDE

“De uns tempos pra cá, perdi 10 quilos de massa muscular. E de massa não muscular também. Mas fato é que o meu corpo foi ficando mais leve, flexível, menos espaçoso. O corpo foi assumindo minha relação mais delicada com a vida, mais sensível e perceptiva. Eu não tenho mais que “chegar chegando”. Não tenho mais que impor nada pela força bruta. Não tenho que disputar espaço. Não tenho que falar mais alto.

Cada vez menos quero provar coisas para os outros. E cada vez mais gosto de estar com os outros. Porque é uma delícia quando a gente começa a perceber o outro. É uma viagem. Uma descoberta. Já posso cruzar as pernas de um jeito que o meu pai achava feminino, já posso me espreguiçar de um jeito que eu mesmo achava feminino.

Também já posso olhar para as mulheres e ver amigas queridas, sem ter que me encaixar em modelos estigmatizados de relacionamento homem/mulher. E tenho um tesão ainda maior pelas mulheres. Acho todas lindas. Cada uma à sua maneira.

Longe dos rótulos e esteriótipos, eu vou dançando com a vida. Vou me surpreendendo com novos eus. E cada vez eu sei menos quem eu sou.

Não sou nada, nem ninguém.
Assim sou o que vem.

O ar só vira vento, se estiver em movimento. (…)”

Marcio, faz parte do grupo que se encontra mensalmente no Laboratório de Formatividade Tântrica da Companhia do Ser , e está se descobrindo totalmente a vontade dentro da sua feminilidade, que não tem nada a ver com sua sexualidade…

Namastê!