“Não teria como expressar aqui nesse email tudo o que o Carnaval do ano passado significou para mim.
Quanta intensidade, quanto aprendizado, quanto contato comigo mesmo e com os outros.
Quantos laços se estreitaram. Quantos laços nasceram.
Quantas e que tamanhas emoções afloraram em mim. Sensações que eu mesmo desconhecia, nem imaginava estarem presentes em mim.
Como foi incrível descobrir um espaço absolutamente novo de intimidade entre as pessoas; de troca verdadeira; de suporte; de me fortificar. Quantas boas sensações guardadas aqui dentro.
Saudades do cheiro, da chuva, do sol, da piscina, da música, das festas, das trocas, das danças - dançar pelado na chuva !!! que delícia…
Gratidão a tanto suporte que recebi ali…”
Vishuda (Fernando S. - médico)
Que tal comemorar o carnaval de forma diferente? A Cia do Ser tem uma opção para você!
Esta vai ser com certeza uma bela experiência de autoconhecimento, investigação, mudança de hábitos, compartilhamento, alegria e êxtases. Trabalharemos com diferentes técnicas: Massagem, sensibilização, meditação, desinibição e compreensão da energia sexual como caminho do crescimento espiritual e individual. Muitas coisas devem ser apreendidas, não só sabidas, para mudar percepções e sentimentos negativos muito enraizados na nossa mente e nosso corpo.
Dias 13, 14, 15 e 16, numa pousada perto de São Paulo! Saiba mais aqui.
Alguns trechos (apenas da introdução) do livro “A função do orgasmo” de Wilhelm Reich. A clareza com que se trata o tema durante os anos 40, entre-guerras, tensão social e anseios prestes a eclodirem, é impressionante.
“O desenvolvimento da democracia (…) significa que o caráter político irracional da vontade do povo deve ser substituído pelo domínio racional do processo social. Isso exige a progressiva auto-educação do povo em direção à liberdade responsável, em vez da suposição infantil de que a liberdade pode ser recebida como um presente, ou pode ser garantida por alguém.”
“A ‘moralidade’ é ditatorial quando confunde com pornografia os sentimentos naturais da vida. Fazendo-o, eterniza a mancha sexual e arruína a felicidade natural no amor, quer tenha a intenção de fazê-lo, quer não.”
Ontem assisti ao filme Milk - A voz da igualdade. O filme trata os últimos 8 anos da vida de Harvey Milk, que durante este período passa a se dedicar à militância dos direitos dos homossexuais. Sempre com humor e inteligência, Milk desafia àqueles que não apenas se incomodam pela exposição dos gays na vida pública, mas tornam-se intolerantes e criam formas legais e barreiras preconceituosas para tornar a opção sexual um pretexto que justifique lhes abdicar direitos civis.
Fiquei pensando onde foi parar a vontade de lutar, reivindicar, expressar da nossa sociedade hoje. Nos últimos anos, com a globalização em pleno auge, crescendo exponencialmente através da tecnologia que derruba fronteiras geográficas e temporais; e a hegemonia capitalista/consumista como forma de viver a vida; tudo é absorvido pela própria globalização, por assim dizer. Sei bem, que o acesso às infomações e ao conhecimento, (e porque não à riqueza) são fruto da mesma moeda. Assim como o conforto e a resignação. O sentido da vida das pessoas deixa de ser questionar o modo de viver, o modelo de felicidade e as regras sociais. Morre se aos poucos, à cada não à sua espontaneidade, ao deixar de ser você mesmo… Passam a vida sem saber realmente quem são.
Por outro lado, grandes “lutadores” pelos direitos de minoritários, como Milk, ou mesmo questionadores sobre a ordem estabelecida, foram impedidos de continuar sua luta. John Lennon, Bob Marley, Martin Luther King, Osho, foram alguns cujo sentido da vida passou pela expressão de suas opiniões. E acender a chama do questionamento sobre a mediocridade da vida das pessoas. A revolução pela qual eles lutaram não se utilizou de armas de fogo ou de violência. Suas grandes armas foram a inteligência, o humor, a arte, e o amor. Nada mais perigoso para a nossa sociedade. Gosto de pensar que suas passagens por aqui não foram em vão. Infelizmente, diferente da maior parte da nossa população.
Para pensar. E, quem sabe, agir.
um beijo
Saananda
Sua mensagem foi muito importante pra mim e me tocou bem fundo.
Me percebo hoje de volta aos meus 6, 7 anos de idade quando este meu padrão começou a ganhar forma. Forma corporal eu digo, porque acho que ele começou a se formar muito antes, antes até de eu ter nascido, provavelmente com meus avós ou bisavós.
Apesar de eu estar “regredida” na idade, me sinto despida de todas as armaduras, couraças, máscaras, porque tudo isso veio depois. Primeiro veio esta dor, essa tristeza, depois veio uma cisão e um isolamento na adolescência porque eu não “aguentava” mais sentir o que eu sentia, e só depois é que eu criei as armaduras de forte, que resolve tudo e a máscara de sedução.
Me sinto frágil e muito vulnerável, mas ao mesmo tempo aliviada, como se tivesse tirado um peso dos meus ombros (qualquer analogia não é mera coincidência). Me sinto lidando com o meu problema original, ou pelo menos o mais intenso, sem ter que lidar também com este monte de coberturas e disfarces que depois eu coloquei por cima. Mas apesar da fragilidade, eu agora aguento sentir a dor, eu consigo aguentar me sentir assim tão pequena, tão menos. E sinto que é deste lugar que preciso começar a me reorganizar, é deste ponto que consigo encontrar um espaço meu, um caminho…
Mas só estou tendo coragem de olhar pra isso mais de perto porque sinto que tenho o apoio e o afeto de vocês, que eu não preciso ser nada, não tenho que provar nada, não tenho que lutar contra a maré. E embora agora me sinta carregada pela ondas, meio ao sabor dos ventos, sei que uma hora vou encontrar terra firme, porque com certeza esta é a minha praia.
Queria dizer também que conheço algumas pessoas do grupo melhor, porque as reconheço em mim, no meu peito, na minha barriga, na minha falta de membranas e nas membranas fininhas que eu começo a criar.
Então gostaria de dar um beijo de reconhecimento nas dificuldades da Aninha, da Frances e da Paulinha. E de mandar um beijo de carinho pra todos os outros seres lindos desse nosso grupo sejam eles passarinhos arrepiados, tatu-bolinhas, rios que secam, árvores frondosas, samba de raiz ou tango argentino. E pra aqueles que ainda vão vir, porque sempre cabe mais um.
Mando pra vocês uma música que tem tudo a ver comigo neste momento: Volver a los 17. Só que no meu caso é volver a los 7.
Se a gente adoece com as porradas da vida, também pode se curar com os carinhos das mãos.
Este espaço destina-se a compartilhar histórias, depoimentos, sensações, insights e medos de pessoas que decidiram que amar é cuidar e permitir o crescimento uns dos outros